terça-feira, 9 de julho de 2013

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Hoje especificamente, acho importante falar sobre várias coisas que fui lendo ao longo da tarde. Mas sobretudo gostaria de me focar em algumas palavras que penso que definem o nome do blogue, o nome com que assino, aquilo que penso e sinto.


Democratização. Ingenuidade. Não partilhar da mesma opinião. E tecer críticas sem conhecermos tudo, nem é bom nem é mau. É NIM.

A democratização de meios veio há uns anos e veio para ficar. Ela está nas máquinas fotográficas acessíveis a todos, ela esta na Internet liberalizada, ela está nas lojas. O processo democrático foi uma escolha política da sociedade e que se estendeu a todo o resto. Era uma questão de tempo até que tal acontecesse. Para o bom e mal.
Focando-me na democratização da roupa, era de esperar o dia em que “todos”  teriam acesso a umas peças de roupa idealizadas, vistas em alguém famoso, ou de uma marca de roupa em específico.
Sonhou-se com isso, as campanhas de publicidade inundaram-nos de sonhos, desejos.
Falou-se, dissertou-se sobre os rios de dinheiro gastos nestas campanhas publicitárias. Quem ganhou dinheiro e em vez de dinheiro quem ganhou os produtos publicitados.

Surgem então os blogues. Aqui concretamente os fashion blogues. Li algures que as ingénuas das bloggers, pensavam que eram alguém no momento em que uma marca lhe dava um banner, umas coisinhas que tais da chictopia, que ao clicar aqui e ali se recebia percentagens. De facto, achava que algumas bloggers faziam isto talvez por demasiado amor à camisola, afinal, o dinheiro no bolso conta!?
Li também, em tom de desprezo e voz de coitadinha que as  ingénuas nem se apercebiam que estavam na base. Na base da cadeia alimentar, do mundo dos negócios da publicidade. “...Receber uma carteira e fazer com ela 5 looks, eram cinco produções poupadas à marca.”
Que sejam, 5 produções “poupadas” à marca. As bloggers não deixam de ganhar uma carteira para a vida(ou não). Será mesmo que não é uma opção própria ao invés de ingenuidade? Talvez, ingenuidade até se aperceberem que a comida no prato não se troca por uma carteira com 5 looks. É dura, a verdade. Talvez só a venham a descobrir daqui a uns anos, e se calhar existem aquelas mais práticas, que preferem as percentagens na conta, assim escolhem os seus próprios produtos.
A questão é, se não existisse esta ingenuidade(induzida) andaríamos aqui a visitar milhares de blogues, com os mesmos milhares de seguidores, que sonham que um dia vão ser convidados para as festas da Boticário, ou receber em casa por magia produtos para falarem sobre eles? Para eles isso já é um objectivo. E honestamente...um objectivo que põe a bola a rolar, porque não basta que ela seja redonda.

O ideal seria receber uma opinião sincera sobre o produto e que não fosse inflamada. Isso é utópico. Nada é possível ser projetado por nós sem uma percepção daquilo que somos e vivemos.
E ninguém disse que é a isso que somos obrigados.


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segunda-feira, 8 de julho de 2013

E agora para algo completamente diferente...

Ciúme de Mulher


Entra o Paulo sai o Paulo

Já se falam nestes vídeos virais desde a semana passada, eu demorei a ver porque sou sempre resistente a vídeos na Internet.

Uma coisa é certa, o último vídeo faz-me sentir mesmo no país que estou. No país da paródia. 
Lembra-me aqueles filmes com o Keaton. Acrescente-lhe as músicas de circo e paródia. E temos o estado de Portugal!


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P.S: Não tenho nada contra a Rádio Comercial, gostei imenso dos vídeos!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Psycho!? (4)

Pensavam que já me tinha passado? Não passou...
Aqui vai a minha última perdição!!!

Mads Mikkelsen
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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Questão de tempo!?

Era só uma questão de desculpa tempo(queria eu dizer), até vos ter ...




Lindinhas não?


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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Angelica Cheung versus Consumismo

"And the speedy economic expansion of China has had some drawbacks for those trying to keep up with fashion. Some of the bigger luxury brands are starting to suffer from their own success. Many brands have succeeded in penetrating the market but now need to maintain their prestigious image while still trying to sell a lot – and Vogue has to keep up."

"The super-rich are stopping to buy some brands, because everywhere they go they see the secretaries carrying a brand-name bag and they feel they are different, more superior, so the brands really have to establish a niche and give them something they feel is special. Really rich people are starting to feel they need to keep a distance..." 

Angelica Cheung




Em entrevista ao The Independent Angelica Cheung editora da tão recente Vogue China, nomeou um dos problemas das grandes marcas. O excesso de publicidade e democratização leva-nos a renegar determinados objectos. As grandes marcas tanto querem abranger que depois há quem deixe de comprar pelo simples facto de chegar a um espaço ou ao seu trabalho e ver a secretária com a mesma carteira. Cheung afirma que as pessoas ricas "the super-rich" querem sentir-se diferentes, especiais. E as grandes marcas têm de definir um nicho de mercado.

Eu questiono-me sobre estas afirmações e forma de pensar. É claro que em Portugal ainda não atingimos esse estado(penso eu). Por aqui, penso mais que acontece a cópia das cópias. 
A Furla, na minha humilde opinião só recentemente atingiu um estado de "I want it so madly" com a linha Candy, até lá como consumidora não me lembro de a Furla andar nas bocas do mundo. Um belo dia uma blogger publicou umas fotografias do modelo em várias cores dizendo que as queria todas. Daí, a ser uma loucura pelas carteiras, esgotarem, tudo poupar para as ter, a marca fazer edições atrás de edições e colaborações sem fim...foram cerca de dois anos. Três, para eu me passear no Sr. de Matosinhos e ver imitações, a Parfois com inspirações e a feira de Custóias cheia delas nos ciganos para vender.

Como se sente uma pessoa que adquiriu a carteira, achando que seria uma peça exclusiva e elegante?
Como se sente a pessoa que juntou every single euro para a comprar?
perante estas imitações...
Como se sente a pessoa que sabe que compra uma imitação
ou 
aquela que compra e só se apercebe depois que está perante uma cópia das cópias de uma linha de carteiras XPTO?

Eu sinto-me um bocado aborrecida. Sinceramente, não me espanta que compre determinadas roupas na Zara, Massimo Dutti, Berska, Stradivarius, entre outras e que me apareçam não sei quantas pessoas com a mesma roupa. Mas também me tenho apercebido ao longo dos tempos que, a Zara vai fazendo aquilo que eu chamo de edições limitadas de algumas peças. Com algum sentido de perseguição e espionagem, acredito que a Zara tenha cool hunters, que sabem perfeitamente quais os hits da época e fazem meia dúzia de peças, vendem-se e depois nunca mais as vemos, nem aos saldos chegam, nem reedições se fazem, de peças que têm muita procura, a outras assistimos a uma constante, reedição e renovação da peça. 
Outras delas,  época atrás de época  são reforçadas nas prateleiras das lojas. 
Não fosse o caso da shopper da Zara que fez furor nas mãos da Olivia Palermo e nas mãos de muitas outras celebridades, continua a ser possível de se comprar em qualquer Zara. Quase que a vemos ganhar o estatuto de uma carteira de uma grande marca luxo. Tornou-se até alvo de cópias.

Agora imagino como se sentirá um cliente da primeira colecção da Candy da Furla!? Esse cliente para mim possui uma relíquia. Quase que a diria tão importante(no mundo dos fashionistas) como quando o Duchamp expôs a Fonte em 1917.
A Candy representa uma mudança no mercado e no consumismo português. O momento em que uma carteira atingiu a quase possibilidade de ser de todos, num futuro próximo ninguém vai querer ser seu dono e num longínquo alguns vão atrever-se a assumirem-se seus fãs.
Este momento apenas serve para uma perpetualização da história da Furla.

Para mim, ficam ainda muitas questões. Deve ou não a marca assumir um nicho de mercado de luxo, um médio e um básico? Para que os super-rich se sintam especiais? E os outros? O fruto proibido é sempre o mais apetecido.
É justo? Não temos todos o direito a um gosto livre de preços? Os produtos deviam fazer-nos sentir especiais por eles mesmo, pela qualidade, pelo design, pelo que significam, por quem nos foi oferecido ou o momento e não o seu preço.
É chamado pau de dois bicos, se as grandes marcas definem um nicho de venda apenas exclusivo aos super-rich, podem vir a ganhar inimigos apologistas da democratização ou se as grandes marcas se definirem totalmente ou parcialmente acessíveis iremos assistir a uma mudança de hábitos pelos super-rich?

To be continued...

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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Cavalli

Eu não sou fã dele, excepto quando teve a brilhante ideia já aqui falada
Hoje saiu a notícia de que desenhou para a nova tour da Beyoncé este vestido único.
Já li que a Beyoncé é muito mais gorda, que não tem as pernas assim, assado e cozido. Eu cá acho que ele(o vestido) é a cara dela.

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terça-feira, 11 de junho de 2013

Muse

Ontem foi dia de Muse. No estádio do Dragão. Juntaram-se duas coisas de que gosto.
Foi o meu primeiro concerto de Muse, já vi muita gente dizer que não gostou. Eu fiquei com uma certeza é uma das bandas a repetir em concerto.

Adorei o fogo e o espectáculo Dantesco com que o concerto se iniciou, a crítica social com o Ronaldo, Merkel o Obama, Putin a aparecerem a dançar numa versão animada.
Tudo o resto foram brindes, porque não há nada como ir um pouco ás escuras e apreciar o espectáculo!!!






Por fim, queria só agradecer ao S. Pedro!
Desejo-vos um bom resto de semana que eu vou tentar recuperar a voz!


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